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CNE alerta que Votou Sentou tem potencial para gerar atrito

A Comissão Nacional Eleitoral, CNE, considera que o movimento Votou-Sentou, que apela a permanência de cidadãos a 500 metros das assembleias de voto, após a votação, tem potencial para gerar atrito.

O alerta foi feito pelo porta-voz da CNE, Lucas Quilundo, que apela o abandono do local após cumprir com o seu dever cívico.

“A lei diz que os eleitores depois de exercem o seu direito de voto devem regressar às suas casas. Não é assim que se faz em todo o lado? As pessoas votam e abandonam o local, não ficam por ali”, disse à Lusa Lucas Quilundo, sublinhando que “o ‘Votou-Sentou’, no contexto e intencionalidade com que tem estado a ser usado, não é bom para o ambiente eleitoral”.

“Tem um potencial gerador de atrito e é por isso que a CNE desencoraja os eleitores a aderirem a esse apelo”, disse o representante.

No dia da votação, as urnas abrem às 7 horas e fecham às 17horas, “desde que já não haja ninguém para votar”, adiantou Lucas Quilundo, garantindo que se houver ainda cidadãos na fila poderão participar.

Questionado sobre se poderá haver intervenção da polícia para retirar eleitores que queiram permanecer nas proximidades, depois de votarem, considerou que esta avaliação compete à polícia, tratando-se da autoridade que zela pela ordem pública: “Essa avaliação é deles.”

O Presidente da CNE, Manuel Pereira da Silva, já se manifestou contra a ideia, declarando que é “ilegal”, e pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) para aplicar a lei em relação a todos os cidadãos que tentarem permanecer junto das assembleias.

Recordamos que organizações da sociedade civil bem como a UNITA, o maior partido da oposição, mobilizam a população para permanecer a 500 metros das assembleias, após a votação.

 

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