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FMI prevê crescimento de 2,6 por cento para a economia nacional, mas avisa para riscos da dívida e banca

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a economia nacional cresça 2,6 por cento este ano, mas avisou para os riscos “elevados” da forte dependência do petróleo, vulnerabilidade da banca e dívida elevada com acesso incerto aos mercados.

 

As conclusões constam do relatório do conselho executivo do FMI, no âmbito do Artigo quarto, que analisa anualmente a economia angolana, divulgado no fim de semana. O FMI reviu em baixa o crescimento da economia em 2023 para 0,5 por cento, resultado de uma queda de 6,1 por cento do sector petrolífero e abrandamento do sector não petrolífero para 2,9 por cento.

O relatório destaca igualmente o aumento significativo da inflação em 2023, para 20 por cento em termos homólogos, no final de Dezembro, impulsionado pela depreciação do kwanza e pelos cortes nos subsídios aos combustíveis, iniciados em Junho de 2023.

Por outro lado, o rácio da dívida pública terá aumentado 19 pontos percentuais para cerca de 84 por cento do PIB em 2023, reflectindo a depreciação do kwanza.

O FMI prevê uma recuperação do crescimento económico no curto prazo, sustentado na produção petrolífera e recuperação do sector não petrolífero, estimando que a inflacção permaneça elevada em 2024 e diminua gradualmente à medida que os efeitos da remoção dos subsídios e da depreciação da taxa de câmbio se vão diluindo.

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